quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Sorriso para 2012

Fiz essa aguarela da minha avó na sala de aula. Se concentrar-se, verá seu sorriso.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


Para todos:

FELIZ NATAL
PROSPERO ANO 2012
Obrigada professor.
Abraço até Janeiro!!!

Vazio-Silêncio (1º projecto)

Parabéns Teresa. Magnífico filme.
Não incomoda nada haver algumas imagens horizontais e outras verticais. As faixas negras laterais causam algum sentimento claustrofóbico relativamente às imagens mas penso que funcionam.
Abraço

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Os correios antes do e-mail

Night Mail (1936) [HQ], part 3/3

Esse é um documentário inglês feito em 1935 que mostra a tecnologia de ponta daquela época. Nessa terceira parte destacam-se um poema de W.H. Auden e a música de Benjamin Britten.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Caros Alunos do Grupo de Trabalho de Novas Técnicas,

Embora já tenha o email de algumas pessoas, gostaria de ter de todas. Agradeço, assim, que me enviem o vosso email para paivaraposo@mail.com ou, se quiserem divulgá-lo aos colegas, que o publiquem aqui.
Bom feriado.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Parabéns Sandra!


A Sandra Jacob ganhou o 3º prémio no  I º Concurso de Fotografia da Região de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo com a fotografia "Zimbório".

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Exposição - Vik Muniz (no CCB até 31/12/2011)

"O cérebro não colhe ideias no canteiro do ócio, é sobretudo pela interação com o material, pelo trabalho, pelo esforço e em última instância, pelo fracasso que nós nutrimos o nosso banco de ideias"
"Acredito que nem todas as pessoas sejam artistas, mas todas as que desejarem ser, possuem tudo o que o mundo tem a oferecer para que, um dia se tornem. se eu pude, qualquer um pode."

VIK MUNIZ





segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Slideshow

Tente fazer o download do moviemaker 2.6. Importa as imagens e "arrasta-as" para a timeline. Clicando com o botão do lado direito do rato sobre cada imagem, permite-lhe, nas "propriedades" definir o tempo de cada uma.
Bon courage!

Preciso da ajuda

Procuro um software tipo "slideshow"que dê possibilidade de efectuar transições de menos de um segundo. Windows 7, iPhoto e Picasa não fazem isso.
Pode me indicar?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Desintegração dos Cenários da Memória






CONCEITO



Desertificação

Um espaço sem gente; desabitado. Um espaço a habitar considerado inadequado. A ordem existente já não serve as necessidades do momento. Um espaço deserto.

Desintegração do Cenário /relatividade

O abandono do espaço desabitado conduz a uma desintegração do cenário vivido, decompondo-se, separando-se os elementos constituintes do todo, redefinindo-se significados atribuídos aos objectos. Quase tudo é lixo.

Decomposição da Memória / temporalidade

A degradação dos sinais, a sua dissociação dos significados no espaço desabitado despoleta a decomposição de memórias.

As memórias geradas por uma acumulação de vivências, desbotam-se, rasgam-se, intensificam-se pontualmente, por vezes condensando-se num objecto.

Alteram-se, perdendo a precisão dos contornos, esbatendo-se num novo todo feito pela sobreposição de imagens vivas do passado com imagens sem vida no presente.



FORMALIZAÇÃO



Técnica mista de fotografia, colagem/ sobreposição e pintura.


8/11/2011
MJMG

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

DESERTIFICAÇÃO (o vazio- o silêncio)

T.J.
«O Silêncio é um amigo que jamais atraiçoa.»


-Consequência-Fuga ao dialogo à convivência e à intervenção.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

L´Oeil Moderne -EDVARD MUNCH-Paris

Munch nasceu em 1863 e começou a pintar nos anos de 1880.
Realizou a maior parte das suas obras em 1900.


Morre em 1944.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Silêncio - Vazio

T.J.

VAZIO: Algo que nada contem.
              Espaço não ocupado por matéria, não contendo informação.
              Pode ser definido por uma ausência, falta de conteudo, substância ou energia.
              Lacuna, sombra,espaco entre linhas ou palavras.

Silencio - Vazio

T.J.


SILÊNCIO:Ausência total ou relativa de sons audíveis.
                   Por analogia, o termo tambem se refere a qualquer ausência de
                   comunicação.

domingo, 13 de novembro de 2011

Novas considerações


Novas considerações sobre o projeto
Minha idéia de montar um agência de viagens virtual que organiza viagens a não-lugares continua válida, mas leituras mais extensas dos livros do Augé e do Alain de Botton me levaram a modificar minha postura anterior sobre a exploração do absurdo.
As viagens que a agência pretende oferecer incluem:
Arquitetural: seleção de fotos de contruções de renomeado arquiteto internacional, por exemplo Frank Gehry, para mostrar que existe um não-lugar que podemos chamar de Gehrylândia, que independe dos lugares geográficos onde se situam.
Golfista: Fotos de campos de golfe para mostrar que existe um não-lugar chamado de Golfcorsica onde os turistas jogam golfe sem conhecer os lugares geográficos em que os campos se situam.
Praiana: Fotos de praias e hoteis a beira-mar num não-lugar chamado Isla dos Resorts onde os turistas podem comer pratos típicos de região, mas que os nativos não comem, por exemplo Chili com Carne no México, Pizza na Itália, French Fries na França, Chop Suey na China. Não-lugares esses onde os empregados são estrangeiros que usam trajes que os nativos não vestem, e sempre tocam “Guantanamera”.
Disneificação: São lugares que se transformaram em não-lugares por causa da exploração turistica, que priva-os da sua identidade original e que existem somente como pastiche da sua carater anterior. Exemplos: Veneza inteira; Torre Eiffel, Le Louvre, Mona Lisa em Paris; O Cristo Redentor, e o Pão de Açucar no Rio de Janeiro; Big Ben, London Eye, o Palácio de Buckingham em Londres; O Mosteiro dos Jerônimos, a Praça do Comércio, o Castelo em Lisboa. Outra caraterística desses lugares é que são normalmente ignorados pelos nativos, que passam todo dia sem olhar e visitam, se visitam apenas para acompanhar visitas.
Viagem no tempo: Esta viagem permite o viajante  comemorar seu aniversário duas vezes. O avião cruza a Linha Internacional de Data do leste para o oeste, e assim volta para o dia anterior. (Pace Umberto Eco.)
Lar Doce Lar: O cliente é encorajado a viajar pela própria casa e seus arredores para ver esse verdadeiro lugar com olhos novos. A quem quiser visitar os não-lugares basta ligar a televisão. Essa viagem é gratuita e pouco divulgada pela agência.
A expressão artística desses conceitos consiste na experimentação das novas técnicas de pintura.
RWP 13/11/2011

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Consegue identificar os "não-lugares" nessa bela paisagem?

Desertificação: Algumas considerações sobre minha abordagem do nosso projeto


Desertificação é o fenômeno que corresponde à transformação de uma área num deserto… O termo desertificação tem sido muito utilizado para a perda da capacidade produtiva dos ecossistemas causada pela atividade humana. Devido às condições ambientais, as atividades econômicas desenvolvidas em uma região podem ultrapassar a capacidade de suporte e de sustentabilidade. O processo é pouco perceptível a curto prazo pelas populações locais. Há também erosão genética da fauna e flora, extinção de espécies e proliferação eventual de espécies exóticas.” – Wikipedia
Desertificação, mesmo no sentido figurativo, é um processo de degeneração, do bom para o mal. É uma transformação com resultado negativo quase total, que confere vantagens apenas para aqueles que possam lucrar do fenômeno, por exemplo engenheiros hídricos, e os que tenham interesses em defender a tese que a raça humana está destruindo a planeta.
No seu livro, Non-lieux, introduction à une anthropologie de la surmodernité (1992) o  antropólogo francês Marc Augé, elabora o conceito do não-lugar, espaço ambivalente que não tem nenhum dos atributos familiares de lugar, e que não incita nenhum sentido de pertença. O não-lugar é diametralmente oposto ao lar, à residência, aos espaços personalizados que o Augé encontrou nos seus estudos nas aldeias na África. Empiricamente, o não-lugar é representado pelos espaços públicos de rápida circulação, como aeroportos, rodoviárias, estações de metro, pelos meios de transporte, pelas grandes cadeias de hotéis e supermercados. O homem não vive e não se apropia desses espaços com os quais ele tende a ter  uma relação de consumo. Mas o que é um não-lugar para alguns pode ser o contrário para outros. Trabalhar cotidianamente no aeroporto e estar de passagem para pegar um vôo trazem respostas diferentes ao espaço.
Por causa da evolução da tecnologia de comunicações, seja física, seja virtual, é possível transportar um grande número de pessoas e bens em distâncias e em velocidades impensáveis anteriormente. As informações (dados, idéias, dinheiro, detalhes pessoais, notícias, imagens, fofocagem, opiniões, teoremas de antropólogos) são transmitidas instantaneamente por internet, telefone televisão e rádio. As ferramentas para a geração dessas informações são portateis na forma de “smart phones” , a preços cada mais acessíveis.
Os antropólogos culturais comentam de forma filosófica sobre as consequências que eles vêem nesse processo; o mundo que contrai e ao mesmo tempo expande, a aceleração do espaço e do tempo, o aumento de interdependências pessoais, o Sistema Mundial que substitui o Sistema do Quintal. Essas proposições em si são qualitativamente neútras.
Comparar este processo de com o de desertificação é tendencioso, pois se cria uma qualificação negativa, a transformação do bom para o mal total, ignorando qualquer possibilidade de contra-corrente positiva.  
A globalização em si não pode ser unicamente responsibilizada pela multiplicação de eventos sem capacidade de avaliação e apreciação. O aumento de população mundial e sua consequente urbanização tem que ser considerados. São os eventos que multiplicaram ou somente a nova capacidade de sabermos do eventos alheios? O acesso fácil às perpicácias científicas, e, quem sabe, às teorias dos antropólogos, não suplementa o papel tradicional de religião no seu papel de lidar com o desconhecido. Qual é a critéria que se usa para dizer “excesso de informações”? (Lembra a crítica do Imperador José II sobre a música de Mozart.)
No seu ensaio fotográfico “I Non Luoghi” (http://www.francesconencini.com/books2.asp?id=08&da=4)  o Francesco Nencini retrata a questão em fotografías preto e branco de lugares de isolamento ou abandono, um deles uma galeria de arte! Nirza Butler (http://www.mirza-butler.net/index.php?/project/non-places/) explora a proposta em maneira similar, um lugar urbano de solidão. Num projeto no Flickr dominado por fotografias coloridas e bem compostas de lugares abandonados (www.flickr.com/groups/non-places/) o curador comenta “Non-Places does not equal "devoid of people". Would love to see more submissions of non-places with people.” O mesmo curador definiu não-lugares de uma forma certeira:
“Transient places: highways, public transport, airports, public waiting rooms, lounges, lobbies, parking lots, the subway, train and bus stations, commuters, traffic, etcetera.
Commercial spaces: big supermarkets, malls, international chain stores and restaurants, new housing estates, motels, chain hotels, and billboards.
Commodified spaces: spaces dedicated to leisure, tourism and commerce, theme parks, trade shows.
Spaces dedicated to communication: phone booths, spaces with public computers, convention centers, meeting rooms.

Marc Augé's notion of non-places is not to be confused with abandoned urban spaces or 'Nowhere Places' “
Minha abordagem considera as seguintes conclusões:
·         O “não-lugar” é um conceito filosófico e não existencial.  
·         Os “não-lugares” não são necessariamente desertos no sentido de deshabitados o pouco frequentados. Muito pelo contrário, muitos são caracterizados pela presença de multidões.
·         Os “não-lugares” não são necessariamente  feios, desconfortáveis ou mal-cuidados.  Os espaços comodificados particularmente podem ter caracteristicas palaciais e luxuosas.
·         O “não-lugar” pode ter mérito estética pela sua arquitetura ou presença na paisagem.
·         O “não-lugar” é inerente na experiência pessoal, e não no local. Para mim, meu lar é um “lugar”, mas o vosso, não.
Em termos da expressão imagética do projeto quero evitar posições tendenciosas, especialmente me distanciando daquelas que apoiem os interesses políticos de ambientalismo, salvação da planeta, anti-comerciais, anti-globalização etc. Saudodismo de uma utópia histórica que não existia também não me interessa. Também tenho aversão à bula que fica na parede da sala de exposição, que “explica” o sentido da imagem
Vejo oportunidades de explorar a surrealidade da proposta do “não-lugar”; as contradições visuais/estéticas entre o “não-lugar” físico e o “não-lugar” retórico, ou alguma ilustração do tema da solidão no meio da multidão.
A proposta surrealista me parece ter bastante potencial. Minha idéia é de montar um agência de viagens virtual que organiza viagens a não-lugares. O material poderia incluir pôsteres, back-lights, brochuras, slideshows de propaganda, cartões postais dos viajantes e as memórias fotográficas ou cinematográficas que depois ficam naquele album que atrai a poeria na estante.
RWP
06/11/2011

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O SILENCIO,O VAZIO

T.J.

No ponto onde o silêncio e a solidão
se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nitido e preciso era o vazio.

(Sofia de Mello Breyner)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Caros colegas:

Foi um grande privilégio ter feito parte deste grupo
que tão bem se fez representar na exposição de
Fim de Ano.

Obrigada Professor pelo estímulo e acompanhamento
que nos deu. Só assim podíamos ter chegado a tão
bons resultados.

Até para o ano.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

ODILON REDON - PARIS




Odilon Redon -(1840-1916)

Mestre do simbolismo.A sua obra é enfeitiçante e misteriosa, o que lhe valeu o título de
«PRINCIPE DO SONHO».

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O AUTO - RETRATO/ VII A figura do pintor.

(...) À sua mão esquerda e outro lado do painel,  se vê esta princesa menina em pé, e umas damas junto a ela de joelhos entretendo-a; e um rafeiro grande que devia ser de Palácio, assistindo, obediente, junto destas senhoras, que parece mais painel de retrato de velázquez que da Imperatriz.(sublinhado do autor)».
  Não deve ser casual a coincidência no tempo entre o comentário de Félix da Costa e o retrato in assistenza de Oliveira Bernardes, que em seguida se comenta. Ambos manifestam ambições pessoais, sem dúvida, mas também, cada um à sua maneira, preocupações sobre o estado da profissão e da arte da pintura nestes finais do século XVII. Preocupações que podem ter levado D. JoãoV, já nos começos do século seguinte, à experiência de uma Academia Portuguesa em Roma, anunciadora de uma nova época para a história da pintura em Portugal.




PINTURAPORTVGUESADOSÉCULO    XVII
LUÍS DE MOURA SOBRAL




MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA   JANEIRO  2004

terça-feira, 17 de maio de 2011

EXPOSIÇÃO -MARC DESGRANDCHAMPS (PARIS)



MARC DESGRANDCHAMPS, nasceu em 1960 e realiza há 30 anos uma obra que ocupa um lugar singular na cena artistica francesa.
A sua obra junta em composições complexas, cenas reais, recordações pessoais, citações tiradas tanto do cinema como da pintura.

Os  seus quadros apresentam-se como fragmentos do tempo, fragmentos da vida, arrancados ao esquecimento. Pelo jogo de tansparências e de cores, pela aparição de objectos ou de situações inesperadas, pela imprecisão das cenas evocadas; a sua pintura transforma o que poderia ser uma representação exacta da realidade num conjunto fantasmagórico.

DE PARIS (EXPOSIÇÃO DE KEES VAN DONGEN)




VAN DONGEN - Fauve, anarchiste et mondain
(1877-1968)

domingo, 8 de maio de 2011

O AUTO - RETRATO/ XVII A figura do pintor .

  Muitos auto- retratos foram pintados a pedido de familiares (Murillo) ou admiradores (Poussin), não sem, por vezes, alguma reticência por parte dos seus autores. Artistas houve (Bernini, Rembrandt, Ribera) que estudavam ao espelho afectos e «paixões da alma», expressões de que necessitavam para compor em seguida quadros de história , obras de maiores responsabilidades e exigências, como se sabe. Rembrandt gravou  muitos destes exercícios que depois haveriam de servir de material de estudo para os seus alunos.
  São raríssimos os auto-retratos no seiscentos português e pode ser que eles se limitem aos dois espécimes«aqui apresentados e que fecham a exposição»(catálogo). Um deles , o de Oliveira Bernardes, não é aliás um auto-retrato em sentido estrito, antes um retrato dito in assistenza, ou seja um quadro de história onde o artista se inseriu como espectador ou figura secundária. O segundo, o do Marquês de Montebelo, é uma obra publicitária de um nobre português na corte de Madrid, obrigado a pintar quadros retratos por necessidade.
  Praticamente no ano em que Oliveira Bernardes pintava o quadro de Santa Clara de Évora, o seu contemporãneo e provavelmente amigo (e confrade da Irmandade de S.Lucas) Félix da Costa terminava o manuscrito da Antiguidade da Arte da Pintura para reclamar a criação em Lisboa de uma Academia nos moldes da instituição parisiense. O escritor apresenta este livro o que parece ser a mais antiga descrição do quadro das Meninas:«Pintou-se Velázquez a si mesmo em pé com a capa traçada e nela o hábito de Santiago e a chave preta na cinta, paleta com cores em uma mão e pincéis juntamente, em acção de retratar, olhando a imperatriz, e a mão com o pincel aplicado ao pano.   (Cont...



Luís de Moura Sobral        PINTURAPORTUGUESADOSÉCULO XVII
histórias lendas narrativas                                                                                        Janeiro            2004

sexta-feira, 6 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

O AUTO - RETRATO/ XVII A figura do pintor

O auto- retrato independente aparece no século XV, constituindo o Homem com um turbante vermelho de Jan Van Eyck, de 1433(Nacional Gallery de Londres) , coevo de um auto- retrato desaparecido de Alberti, uma das primeiras obras do género. A criação do auto-retrato está obviamente associada a uma nova consciência individual própria do Renascimento e, por outro lado, à afirmação da ideia da liberalidade da pintura, uma arte susceptível agora de trazer glória e celebridade aos seus praticantes. É nessa época que intelectuais, artistas e amadores começam a coleccionar retratos de pintores, equiparados a outros uomini famosi. A segunda edição das vite de vasari (1568) ,com quarenta e oito gravuras em madeira feitas a partir de auto- retratos, constitui uma etapa decisiva na história do género (ou sub-género) e inicia uma tradição que será continuada nos Países Baixos por Domenicus Lampsonios (Antuérpia, 1572), por Hendrick Hondius (Haia,1610) e finalmente por Anthonie Van Dyck, cuja Iconografia, a obra prima do género, apresenta grande número de pintores e amadores de arte no meio de príncipes, militares, sábios e aristocratas(Antuérpia, 1632-1641). Francisco Pacheco, o sogro de Velázquez, também se abalançou a uma empreitada semelhante, desenhando cento e sessenta personalidades ilustres da sua época num Livro de verdaderos retratos que não chegou porém a ser publicado.
  Galerias de auto-retratos começam a formar-se nas Academias de Pintura, primeiro, ao que parece,na de São Lucas de Roma, ainda nos finais do século XVI, institualizando-se esta prática na Academia de Paris(criada em 1648). Entre as colecções particulares, a de maior significado é sem dúvida a Galleria degli autoritratti hoje nos Ufizzi de Florença, contituída pelo cardeal Leopoldo de Medicci(1617-1675) e continuada pelo seu sobrinho Cosme III (1642-1723),Grão Duque da Toscana.
  A visão do auto- retrato como exercício de auto-observação ou auto análise data do Romantismo.
  No século XVII estas obras tinham funções bem mais práticas e imediatas, para além do seu significado geral como instrumento de afirmação de um novo estatuto social e profissional dos pintores.   (cont...

PINTURA PORTUGUESA DO SÉCULO XVII   Luís de Moura Sobral
Histórias lendas narrativas MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA Janeiro 2004

SÓ MAIS ESTA....

quarta-feira, 27 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011