quinta-feira, 26 de maio de 2011
ODILON REDON - PARIS
Odilon Redon -(1840-1916)
Mestre do simbolismo.A sua obra é enfeitiçante e misteriosa, o que lhe valeu o título de
«PRINCIPE DO SONHO».
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O AUTO - RETRATO/ VII A figura do pintor.
(...) À sua mão esquerda e outro lado do painel, se vê esta princesa menina em pé, e umas damas junto a ela de joelhos entretendo-a; e um rafeiro grande que devia ser de Palácio, assistindo, obediente, junto destas senhoras, que parece mais painel de retrato de velázquez que da Imperatriz.(sublinhado do autor)».
Não deve ser casual a coincidência no tempo entre o comentário de Félix da Costa e o retrato in assistenza de Oliveira Bernardes, que em seguida se comenta. Ambos manifestam ambições pessoais, sem dúvida, mas também, cada um à sua maneira, preocupações sobre o estado da profissão e da arte da pintura nestes finais do século XVII. Preocupações que podem ter levado D. JoãoV, já nos começos do século seguinte, à experiência de uma Academia Portuguesa em Roma, anunciadora de uma nova época para a história da pintura em Portugal.
PINTURAPORTVGUESADOSÉCULO XVII
LUÍS DE MOURA SOBRAL
MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA JANEIRO 2004
Não deve ser casual a coincidência no tempo entre o comentário de Félix da Costa e o retrato in assistenza de Oliveira Bernardes, que em seguida se comenta. Ambos manifestam ambições pessoais, sem dúvida, mas também, cada um à sua maneira, preocupações sobre o estado da profissão e da arte da pintura nestes finais do século XVII. Preocupações que podem ter levado D. JoãoV, já nos começos do século seguinte, à experiência de uma Academia Portuguesa em Roma, anunciadora de uma nova época para a história da pintura em Portugal.
PINTURAPORTVGUESADOSÉCULO XVII
LUÍS DE MOURA SOBRAL
MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA JANEIRO 2004
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
EXPOSIÇÃO -MARC DESGRANDCHAMPS (PARIS)
MARC DESGRANDCHAMPS, nasceu em 1960 e realiza há 30 anos uma obra que ocupa um lugar singular na cena artistica francesa.
A sua obra junta em composições complexas, cenas reais, recordações pessoais, citações tiradas tanto do cinema como da pintura.
Os seus quadros apresentam-se como fragmentos do tempo, fragmentos da vida, arrancados ao esquecimento. Pelo jogo de tansparências e de cores, pela aparição de objectos ou de situações inesperadas, pela imprecisão das cenas evocadas; a sua pintura transforma o que poderia ser uma representação exacta da realidade num conjunto fantasmagórico.
domingo, 8 de maio de 2011
O AUTO - RETRATO/ XVII A figura do pintor .
Muitos auto- retratos foram pintados a pedido de familiares (Murillo) ou admiradores (Poussin), não sem, por vezes, alguma reticência por parte dos seus autores. Artistas houve (Bernini, Rembrandt, Ribera) que estudavam ao espelho afectos e «paixões da alma», expressões de que necessitavam para compor em seguida quadros de história , obras de maiores responsabilidades e exigências, como se sabe. Rembrandt gravou muitos destes exercícios que depois haveriam de servir de material de estudo para os seus alunos.
São raríssimos os auto-retratos no seiscentos português e pode ser que eles se limitem aos dois espécimes«aqui apresentados e que fecham a exposição»(catálogo). Um deles , o de Oliveira Bernardes, não é aliás um auto-retrato em sentido estrito, antes um retrato dito in assistenza, ou seja um quadro de história onde o artista se inseriu como espectador ou figura secundária. O segundo, o do Marquês de Montebelo, é uma obra publicitária de um nobre português na corte de Madrid, obrigado a pintar quadros retratos por necessidade.
Praticamente no ano em que Oliveira Bernardes pintava o quadro de Santa Clara de Évora, o seu contemporãneo e provavelmente amigo (e confrade da Irmandade de S.Lucas) Félix da Costa terminava o manuscrito da Antiguidade da Arte da Pintura para reclamar a criação em Lisboa de uma Academia nos moldes da instituição parisiense. O escritor apresenta este livro o que parece ser a mais antiga descrição do quadro das Meninas:«Pintou-se Velázquez a si mesmo em pé com a capa traçada e nela o hábito de Santiago e a chave preta na cinta, paleta com cores em uma mão e pincéis juntamente, em acção de retratar, olhando a imperatriz, e a mão com o pincel aplicado ao pano. (Cont...
Luís de Moura Sobral PINTURAPORTUGUESADOSÉCULO XVII
histórias lendas narrativas Janeiro 2004
São raríssimos os auto-retratos no seiscentos português e pode ser que eles se limitem aos dois espécimes«aqui apresentados e que fecham a exposição»(catálogo). Um deles , o de Oliveira Bernardes, não é aliás um auto-retrato em sentido estrito, antes um retrato dito in assistenza, ou seja um quadro de história onde o artista se inseriu como espectador ou figura secundária. O segundo, o do Marquês de Montebelo, é uma obra publicitária de um nobre português na corte de Madrid, obrigado a pintar quadros retratos por necessidade.
Praticamente no ano em que Oliveira Bernardes pintava o quadro de Santa Clara de Évora, o seu contemporãneo e provavelmente amigo (e confrade da Irmandade de S.Lucas) Félix da Costa terminava o manuscrito da Antiguidade da Arte da Pintura para reclamar a criação em Lisboa de uma Academia nos moldes da instituição parisiense. O escritor apresenta este livro o que parece ser a mais antiga descrição do quadro das Meninas:«Pintou-se Velázquez a si mesmo em pé com a capa traçada e nela o hábito de Santiago e a chave preta na cinta, paleta com cores em uma mão e pincéis juntamente, em acção de retratar, olhando a imperatriz, e a mão com o pincel aplicado ao pano. (Cont...
Luís de Moura Sobral PINTURAPORTUGUESADOSÉCULO XVII
histórias lendas narrativas Janeiro 2004
sexta-feira, 6 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
O AUTO - RETRATO/ XVII A figura do pintor
O auto- retrato independente aparece no século XV, constituindo o Homem com um turbante vermelho de Jan Van Eyck, de 1433(Nacional Gallery de Londres) , coevo de um auto- retrato desaparecido de Alberti, uma das primeiras obras do género. A criação do auto-retrato está obviamente associada a uma nova consciência individual própria do Renascimento e, por outro lado, à afirmação da ideia da liberalidade da pintura, uma arte susceptível agora de trazer glória e celebridade aos seus praticantes. É nessa época que intelectuais, artistas e amadores começam a coleccionar retratos de pintores, equiparados a outros uomini famosi. A segunda edição das vite de vasari (1568) ,com quarenta e oito gravuras em madeira feitas a partir de auto- retratos, constitui uma etapa decisiva na história do género (ou sub-género) e inicia uma tradição que será continuada nos Países Baixos por Domenicus Lampsonios (Antuérpia, 1572), por Hendrick Hondius (Haia,1610) e finalmente por Anthonie Van Dyck, cuja Iconografia, a obra prima do género, apresenta grande número de pintores e amadores de arte no meio de príncipes, militares, sábios e aristocratas(Antuérpia, 1632-1641). Francisco Pacheco, o sogro de Velázquez, também se abalançou a uma empreitada semelhante, desenhando cento e sessenta personalidades ilustres da sua época num Livro de verdaderos retratos que não chegou porém a ser publicado.
Galerias de auto-retratos começam a formar-se nas Academias de Pintura, primeiro, ao que parece,na de São Lucas de Roma, ainda nos finais do século XVI, institualizando-se esta prática na Academia de Paris(criada em 1648). Entre as colecções particulares, a de maior significado é sem dúvida a Galleria degli autoritratti hoje nos Ufizzi de Florença, contituída pelo cardeal Leopoldo de Medicci(1617-1675) e continuada pelo seu sobrinho Cosme III (1642-1723),Grão Duque da Toscana.
A visão do auto- retrato como exercício de auto-observação ou auto análise data do Romantismo.
No século XVII estas obras tinham funções bem mais práticas e imediatas, para além do seu significado geral como instrumento de afirmação de um novo estatuto social e profissional dos pintores. (cont...
PINTURA PORTUGUESA DO SÉCULO XVII Luís de Moura Sobral
Histórias lendas narrativas MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA Janeiro 2004
Galerias de auto-retratos começam a formar-se nas Academias de Pintura, primeiro, ao que parece,na de São Lucas de Roma, ainda nos finais do século XVI, institualizando-se esta prática na Academia de Paris(criada em 1648). Entre as colecções particulares, a de maior significado é sem dúvida a Galleria degli autoritratti hoje nos Ufizzi de Florença, contituída pelo cardeal Leopoldo de Medicci(1617-1675) e continuada pelo seu sobrinho Cosme III (1642-1723),Grão Duque da Toscana.
A visão do auto- retrato como exercício de auto-observação ou auto análise data do Romantismo.
No século XVII estas obras tinham funções bem mais práticas e imediatas, para além do seu significado geral como instrumento de afirmação de um novo estatuto social e profissional dos pintores. (cont...
PINTURA PORTUGUESA DO SÉCULO XVII Luís de Moura Sobral
Histórias lendas narrativas MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA Janeiro 2004
segunda-feira, 2 de maio de 2011
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