sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
MAIS SOMBRAS...
Imagens sem vida que se mexem ao ritmo dos corpos !...
Negro que se agarra a nós e nos prende aos lugares...
T.J.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
SOMBRAS ...
(...)
Ah! Não ser mais do que a sombra duma sombra
Por entre tanta sombra igual a mim!
Florbela Espanca.
sábado, 15 de janeiro de 2011
MÃOS...
Côncavas de ter.
Longas de desejo.
Frescas de abandono.
Consumidas de espanto.
Inquietas de tocar e não prender
(Sophia de Mello B.Andresen)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
WASSILY KANDINSKY DO ESPIRITUAL NA ARTE
A verdadeira obra de arte nasce do «artista»_ criação misteriosa, enigmática, mística. Separada dele ela adquire vida própria,converte-se numa personalidade, num sujeito independente , animado por um sopro espiritual , um sujeito vivo com existência real _ um ser .Ela não é um fenómeno fortuito que aparece, ser vivo, é dotada de poderes activos, e a sua força criadora não se esgota .Vive, age e participa na criação da atmosfera espiritual. É sob este ponto de vista essencialmente interior que devemos colocarmos para responder à questão: _ a obra é boa ou má ?
Se é má na forma, ou demasiado fraca, é porque esta própria forma é demasiado fraca e má para extrair da alma as vibrações puras.*
*As chamadas obras «imorais» são incapazes de provocar uma vibração psíquica ( elas são, pois ,segundo a nossa definição, «antiartísticas»). Se estas, contudo, produzem uma vibração, é porque, pelo menos, de uma certa perspectiva, a sua forma é correcta. Podemos então dizer que são «boas». Mas ainda que despertem, à parte esta vibração anímica, outras vibrações puramente materiais, de ordem inferior (como hoje em dia se diz), não deveria menosprezar-se a obra, mas a pessoa que a ela reage com vibrações inferiores.
Se é má na forma, ou demasiado fraca, é porque esta própria forma é demasiado fraca e má para extrair da alma as vibrações puras.*
*As chamadas obras «imorais» são incapazes de provocar uma vibração psíquica ( elas são, pois ,segundo a nossa definição, «antiartísticas»). Se estas, contudo, produzem uma vibração, é porque, pelo menos, de uma certa perspectiva, a sua forma é correcta. Podemos então dizer que são «boas». Mas ainda que despertem, à parte esta vibração anímica, outras vibrações puramente materiais, de ordem inferior (como hoje em dia se diz), não deveria menosprezar-se a obra, mas a pessoa que a ela reage com vibrações inferiores.
KANDINSKY
DO ESPIRITUAL NA ARTE Prefácio e nota bibliográfica
de António Rodrigues
Tradução de Maria Helena de Freitas
Publicações Dom Quixote pág.113
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
AS MINHAS MÃOS
São mãos que afagam.
Mãos que tremem, mãos que fogem.
Mãos que se escondem.
Mãos que procuram nos bolsos, algures, coragem.
Mãos que não querem dizer Adeus.
Teresa Jorge
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