Caros Alunos do Grupo de Trabalho de Novas Técnicas,
Embora já tenha o email de algumas pessoas, gostaria de ter de todas. Agradeço, assim, que me enviem o vosso email para paivaraposo@mail.com ou, se quiserem divulgá-lo aos colegas, que o publiquem aqui.
Bom feriado.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Exposição - Vik Muniz (no CCB até 31/12/2011)
"O cérebro não colhe ideias no canteiro do ócio, é sobretudo pela interação com o material, pelo trabalho, pelo esforço e em última instância, pelo fracasso que nós nutrimos o nosso banco de ideias"
"Acredito que nem todas as pessoas sejam artistas, mas todas as que desejarem ser, possuem tudo o que o mundo tem a oferecer para que, um dia se tornem. se eu pude, qualquer um pode."
VIK MUNIZ

"Acredito que nem todas as pessoas sejam artistas, mas todas as que desejarem ser, possuem tudo o que o mundo tem a oferecer para que, um dia se tornem. se eu pude, qualquer um pode."
VIK MUNIZ

segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Slideshow
Tente fazer o download do moviemaker 2.6. Importa as imagens e "arrasta-as" para a timeline. Clicando com o botão do lado direito do rato sobre cada imagem, permite-lhe, nas "propriedades" definir o tempo de cada uma.
Bon courage!
Bon courage!
Preciso da ajuda
Procuro um software tipo "slideshow"que dê possibilidade de efectuar transições de menos de um segundo. Windows 7, iPhoto e Picasa não fazem isso.
Pode me indicar?
Pode me indicar?
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Desintegração dos Cenários da Memória
CONCEITO
Desertificação
Um espaço sem gente; desabitado. Um espaço a habitar considerado inadequado. A ordem existente já não serve as necessidades do momento. Um espaço deserto.
Desintegração do Cenário /relatividade
O abandono do espaço desabitado conduz a uma desintegração do cenário vivido, decompondo-se, separando-se os elementos constituintes do todo, redefinindo-se significados atribuídos aos objectos. Quase tudo é lixo.
Decomposição da Memória / temporalidade
A degradação dos sinais, a sua dissociação dos significados no espaço desabitado despoleta a decomposição de memórias.
As memórias geradas por uma acumulação de vivências, desbotam-se, rasgam-se, intensificam-se pontualmente, por vezes condensando-se num objecto.
Alteram-se, perdendo a precisão dos contornos, esbatendo-se num novo todo feito pela sobreposição de imagens vivas do passado com imagens sem vida no presente.
FORMALIZAÇÃO
Técnica mista de fotografia, colagem/ sobreposição e pintura.
8/11/2011
MJMG
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
DESERTIFICAÇÃO (o vazio- o silêncio)
T.J.
«O Silêncio é um amigo que jamais atraiçoa.»
-Consequência-Fuga ao dialogo à convivência e à intervenção.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
L´Oeil Moderne -EDVARD MUNCH-Paris
Munch nasceu em 1863 e começou a pintar nos anos de 1880.
Realizou a maior parte das suas obras em 1900.
Realizou a maior parte das suas obras em 1900.
Morre em 1944.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Silêncio - Vazio
T.J.
VAZIO: Algo que nada contem.
Espaço não ocupado por matéria, não contendo informação.
Pode ser definido por uma ausência, falta de conteudo, substância ou energia.
Lacuna, sombra,espaco entre linhas ou palavras.
Silencio - Vazio
T.J.
SILÊNCIO:Ausência total ou relativa de sons audíveis.
Por analogia, o termo tambem se refere a qualquer ausência de
comunicação.
domingo, 13 de novembro de 2011
Novas considerações
Novas considerações sobre o projeto
Minha idéia de montar um agência de viagens virtual que organiza viagens a não-lugares continua válida, mas leituras mais extensas dos livros do Augé e do Alain de Botton me levaram a modificar minha postura anterior sobre a exploração do absurdo.
As viagens que a agência pretende oferecer incluem:
Arquitetural: seleção de fotos de contruções de renomeado arquiteto internacional, por exemplo Frank Gehry, para mostrar que existe um não-lugar que podemos chamar de Gehrylândia, que independe dos lugares geográficos onde se situam.
Golfista: Fotos de campos de golfe para mostrar que existe um não-lugar chamado de Golfcorsica onde os turistas jogam golfe sem conhecer os lugares geográficos em que os campos se situam.
Praiana: Fotos de praias e hoteis a beira-mar num não-lugar chamado Isla dos Resorts onde os turistas podem comer pratos típicos de região, mas que os nativos não comem, por exemplo Chili com Carne no México, Pizza na Itália, French Fries na França, Chop Suey na China. Não-lugares esses onde os empregados são estrangeiros que usam trajes que os nativos não vestem, e sempre tocam “Guantanamera”.
Disneificação: São lugares que se transformaram em não-lugares por causa da exploração turistica, que priva-os da sua identidade original e que existem somente como pastiche da sua carater anterior. Exemplos: Veneza inteira; Torre Eiffel, Le Louvre, Mona Lisa em Paris; O Cristo Redentor, e o Pão de Açucar no Rio de Janeiro; Big Ben, London Eye, o Palácio de Buckingham em Londres; O Mosteiro dos Jerônimos, a Praça do Comércio, o Castelo em Lisboa. Outra caraterística desses lugares é que são normalmente ignorados pelos nativos, que passam todo dia sem olhar e visitam, se visitam apenas para acompanhar visitas.
Viagem no tempo: Esta viagem permite o viajante comemorar seu aniversário duas vezes. O avião cruza a Linha Internacional de Data do leste para o oeste, e assim volta para o dia anterior. (Pace Umberto Eco.)
Lar Doce Lar: O cliente é encorajado a viajar pela própria casa e seus arredores para ver esse verdadeiro lugar com olhos novos. A quem quiser visitar os não-lugares basta ligar a televisão. Essa viagem é gratuita e pouco divulgada pela agência.
A expressão artística desses conceitos consiste na experimentação das novas técnicas de pintura.
RWP 13/11/2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Desertificação: Algumas considerações sobre minha abordagem do nosso projeto
“Desertificação é o fenômeno que corresponde à transformação de uma área num deserto… O termo desertificação tem sido muito utilizado para a perda da capacidade produtiva dos ecossistemas causada pela atividade humana. Devido às condições ambientais, as atividades econômicas desenvolvidas em uma região podem ultrapassar a capacidade de suporte e de sustentabilidade. O processo é pouco perceptível a curto prazo pelas populações locais. Há também erosão genética da fauna e flora, extinção de espécies e proliferação eventual de espécies exóticas.” – Wikipedia
Desertificação, mesmo no sentido figurativo, é um processo de degeneração, do bom para o mal. É uma transformação com resultado negativo quase total, que confere vantagens apenas para aqueles que possam lucrar do fenômeno, por exemplo engenheiros hídricos, e os que tenham interesses em defender a tese que a raça humana está destruindo a planeta.
No seu livro, Non-lieux, introduction à une anthropologie de la surmodernité (1992) o antropólogo francês Marc Augé, elabora o conceito do não-lugar, espaço ambivalente que não tem nenhum dos atributos familiares de lugar, e que não incita nenhum sentido de pertença. O não-lugar é diametralmente oposto ao lar, à residência, aos espaços personalizados que o Augé encontrou nos seus estudos nas aldeias na África. Empiricamente, o não-lugar é representado pelos espaços públicos de rápida circulação, como aeroportos, rodoviárias, estações de metro, pelos meios de transporte, pelas grandes cadeias de hotéis e supermercados. O homem não vive e não se apropia desses espaços com os quais ele tende a ter uma relação de consumo. Mas o que é um não-lugar para alguns pode ser o contrário para outros. Trabalhar cotidianamente no aeroporto e estar de passagem para pegar um vôo trazem respostas diferentes ao espaço.
Por causa da evolução da tecnologia de comunicações, seja física, seja virtual, é possível transportar um grande número de pessoas e bens em distâncias e em velocidades impensáveis anteriormente. As informações (dados, idéias, dinheiro, detalhes pessoais, notícias, imagens, fofocagem, opiniões, teoremas de antropólogos) são transmitidas instantaneamente por internet, telefone televisão e rádio. As ferramentas para a geração dessas informações são portateis na forma de “smart phones” , a preços cada mais acessíveis.
Os antropólogos culturais comentam de forma filosófica sobre as consequências que eles vêem nesse processo; o mundo que contrai e ao mesmo tempo expande, a aceleração do espaço e do tempo, o aumento de interdependências pessoais, o Sistema Mundial que substitui o Sistema do Quintal. Essas proposições em si são qualitativamente neútras.
Comparar este processo de com o de desertificação é tendencioso, pois se cria uma qualificação negativa, a transformação do bom para o mal total, ignorando qualquer possibilidade de contra-corrente positiva.
A globalização em si não pode ser unicamente responsibilizada pela multiplicação de eventos sem capacidade de avaliação e apreciação. O aumento de população mundial e sua consequente urbanização tem que ser considerados. São os eventos que multiplicaram ou somente a nova capacidade de sabermos do eventos alheios? O acesso fácil às perpicácias científicas, e, quem sabe, às teorias dos antropólogos, não suplementa o papel tradicional de religião no seu papel de lidar com o desconhecido. Qual é a critéria que se usa para dizer “excesso de informações”? (Lembra a crítica do Imperador José II sobre a música de Mozart.)
No seu ensaio fotográfico “I Non Luoghi” (http://www.francesconencini.com/books2.asp?id=08&da=4) o Francesco Nencini retrata a questão em fotografías preto e branco de lugares de isolamento ou abandono, um deles uma galeria de arte! Nirza Butler (http://www.mirza-butler.net/index.php?/project/non-places/) explora a proposta em maneira similar, um lugar urbano de solidão. Num projeto no Flickr dominado por fotografias coloridas e bem compostas de lugares abandonados (www.flickr.com/groups/non-places/) o curador comenta “Non-Places does not equal "devoid of people". Would love to see more submissions of non-places with people.” O mesmo curador definiu não-lugares de uma forma certeira:
“Transient places: highways, public transport, airports, public waiting rooms, lounges, lobbies, parking lots, the subway, train and bus stations, commuters, traffic, etcetera.
Commercial spaces: big supermarkets, malls, international chain stores and restaurants, new housing estates, motels, chain hotels, and billboards.
Commodified spaces: spaces dedicated to leisure, tourism and commerce, theme parks, trade shows.
Spaces dedicated to communication: phone booths, spaces with public computers, convention centers, meeting rooms.
Marc Augé's notion of non-places is not to be confused with abandoned urban spaces or 'Nowhere Places' “
Commercial spaces: big supermarkets, malls, international chain stores and restaurants, new housing estates, motels, chain hotels, and billboards.
Commodified spaces: spaces dedicated to leisure, tourism and commerce, theme parks, trade shows.
Spaces dedicated to communication: phone booths, spaces with public computers, convention centers, meeting rooms.
Marc Augé's notion of non-places is not to be confused with abandoned urban spaces or 'Nowhere Places' “
Minha abordagem considera as seguintes conclusões:
· O “não-lugar” é um conceito filosófico e não existencial.
· Os “não-lugares” não são necessariamente desertos no sentido de deshabitados o pouco frequentados. Muito pelo contrário, muitos são caracterizados pela presença de multidões.
· Os “não-lugares” não são necessariamente feios, desconfortáveis ou mal-cuidados. Os espaços comodificados particularmente podem ter caracteristicas palaciais e luxuosas.
· O “não-lugar” pode ter mérito estética pela sua arquitetura ou presença na paisagem.
· O “não-lugar” é inerente na experiência pessoal, e não no local. Para mim, meu lar é um “lugar”, mas o vosso, não.
Em termos da expressão imagética do projeto quero evitar posições tendenciosas, especialmente me distanciando daquelas que apoiem os interesses políticos de ambientalismo, salvação da planeta, anti-comerciais, anti-globalização etc. Saudodismo de uma utópia histórica que não existia também não me interessa. Também tenho aversão à bula que fica na parede da sala de exposição, que “explica” o sentido da imagem
Vejo oportunidades de explorar a surrealidade da proposta do “não-lugar”; as contradições visuais/estéticas entre o “não-lugar” físico e o “não-lugar” retórico, ou alguma ilustração do tema da solidão no meio da multidão.
A proposta surrealista me parece ter bastante potencial. Minha idéia é de montar um agência de viagens virtual que organiza viagens a não-lugares. O material poderia incluir pôsteres, back-lights, brochuras, slideshows de propaganda, cartões postais dos viajantes e as memórias fotográficas ou cinematográficas que depois ficam naquele album que atrai a poeria na estante.
RWP
06/11/2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
O SILENCIO,O VAZIO
T.J.
No ponto onde o silêncio e a solidão
se cruzam com a noite e com o frio,
Esperei como quem espera em vão,
Tão nitido e preciso era o vazio.
(Sofia de Mello Breyner)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
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