(...) À sua mão esquerda e outro lado do painel, se vê esta princesa menina em pé, e umas damas junto a ela de joelhos entretendo-a; e um rafeiro grande que devia ser de Palácio, assistindo, obediente, junto destas senhoras, que parece mais painel de retrato de velázquez que da Imperatriz.(sublinhado do autor)».
Não deve ser casual a coincidência no tempo entre o comentário de Félix da Costa e o retrato in assistenza de Oliveira Bernardes, que em seguida se comenta. Ambos manifestam ambições pessoais, sem dúvida, mas também, cada um à sua maneira, preocupações sobre o estado da profissão e da arte da pintura nestes finais do século XVII. Preocupações que podem ter levado D. JoãoV, já nos começos do século seguinte, à experiência de uma Academia Portuguesa em Roma, anunciadora de uma nova época para a história da pintura em Portugal.
PINTURAPORTVGUESADOSÉCULO XVII
LUÍS DE MOURA SOBRAL
MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA JANEIRO 2004
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